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CUT protesta contra abolição inacabada e por Lula Livre nesta terça em SP

Sindicatos também promovem programação especial para marcar os 130 anos da abolição formal da escravidão no Brasil e suas consequências, que persistem até hoje

A Secretaria de Combate ao Racismo da CUT realiza nesta terça-feira (15) uma manifestação em São Paulo para marcar os 130 anos da abolição inacabada que, oficialmente, pôs fim à escravidão negra no Brasil. O protesto vai chamar a atenção para a permanência do preconceito racial, que se manifesta na forma de genocídio da população negra nos tempos atuais.

Além da questão racial, o protesto, que ocorrerá a partir das 10h, na Praça do Patriarca, centro da capital, vai defender a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso político desde 7 de abril, e também lembrará os dois meses da execução da vereadora carioca Marielle Franco (Psol), e de seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro.

“Pedimos pela libertação de Lula porque, além de atentar contra a democracia, reconhecemos que ele foi o maior líder deste país e seu governo fez o Brasil avançar em diversas pautas do movimento negro. Era um governo que promovia o diálogo conosco, ao contrário do governo golpista de agora, que não tem um negro em sua composição”, afirma a secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP, Rosana Aparecida.

Segundo dados do Atlas da Violência de 2017, enquanto a taxa de homicídios entre brancos caiu 12,2%, entre 2005 e 2015, para a população negra este número cresceu 18,2%, o que aponta para o quadro de genocídio.

"Isso também é um reflexo da falta de políticas na saúde e na educação, que atinge diretamente o povo negro. Há também o preconceito no mercado de trabalho, que não nos permite alcançar cargos relevantes mesmo possuindo o mesmo nível dos não-negros, entre tantas outras questões", ressalta Aparecida.

Ao longo desta semana, as comissões de combate ao racismo dos sindicatos ligados à CUT também contam com atividades específicas. Nesta segunda-feira (14), a Comissão de Igualdade Racial do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em parceria com Comitê Popular de Negros e Negras da região, realiza seminário sobre os 130 anos da abolição inacabada.

Já na quinta-feira (17) é a vez da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que realiza o Seminário Luiz Gama Jornalista, que irá destacar o papel pioneiro e a atuação na imprensa do abolicionista negro no processo de lutas pela assinatura da Lei Áurea, em 1888.

Programação

Manifestação contra o racismo, pela liberdade de Lula e em memória de Marielle

Data: terça (15), às 10h

Local: Praça do Patriarca, centro de São Paulo

 

Seminário Luiz Gama Jornalista

Data: quinta (17), às 19h

Local: Auditório Vladimir Herzog - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo - Rua Rego Freitas, 530, sobreloja – Vila Buarque - São Paulo

Fonte: RdB

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