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Marielle Vive!

Nesta quinta (14), completa-se um ano do assassinato da vereadora do Psol-RJ e do motorista Anderson Gomes. Atos e homenagens estão sedo realizados em todo o Brasil e no exterior

Há um ano completos hoje, a vereadora carioca Marielle Franco foi assassinada com treze tiros. Após o crime brutal, a figura de Marielle Franco ultrapassou as fronteiras do Rio de Janeiro e se multiplicou ao ser referenciada nos quatro cantos do país como símbolo de lutas das mulheres, dos pobres, dos negros, dos favelados e da população LGBT.

Sob a pergunta que ainda não foi respondida, "quem mandou matar Marielle?" e com o mote "Marielle Vive", ocorrerão manifestações em pelo menos 25 cidades brasileiras neste 14 de março, para reafirmar as bandeiras da vereadora que representava a luta de negros, mulheres, populações periféricas e LGBTs. 

Desde o dia 8, quando a resistência e a luta pelas causas das mulheres foram celebradas no Dia Internacional da Mulher, marcado fortemente pela repúdio aos retrocessos sociais representados pelo presidente Jair Bolsonaro, movimentos por várias partes do mundo vêm prestando homenagem ao legado de Marielle.

Também cerca de 15 cidades no exterior organizam atos, entre elas, Melbourne, na Austrália; Buenos Aires, na Argentina; Madri, na Espanha e Washington, nos Estados Unidos. 

O repórter Allan de Abreu, da Revista Piauí, mergulhou na história da apuração deste caso e a publicou na edição que está nas bancas. “A Metástase”, título da reportagem, é um dossiê sobre o assassinato de Marielle Franco e o avanço das milícias no Rio.

Os interessados podem ler a reportagem AQUI

Para a mãe de Marielle, Marinete da Silva, as investigações ainda não esclareceram o crime e as autoridades ainda devem respostas não só à família, mas a todo o Brasil. "Eu, como mãe, acho que tem um mentor para isso. Eles estavam pesquisando a nossa vida, pesquisaram a vida da minha filha já há um tempo. Não tem como ser um motivo aleatório", disse em entrevista ao Brasil de Fato, durante ato político pela memória de Marielle, realizado no Armazém do Campo, no Rio de Janeiro, na última quarta-feira (13). 

Marinete conta que recebeu com alívio e dor a notícia de que os suspeitos de apertar o gatilho foram presos. "Imaginar que Marielle, como ativista, como uma mulher negra que defendia os direitos humanos há tanto tempo teve que pagar com própria vida o que ela defendia é muito triste. Porque era isso o que ela fazia, preservava a vida das pessoas e combatia todo tipo de violência", desabafa. 

Par ler a entrevista completa, clique AQUI

“Marielle se tornou um símbolo de resistência uma vez que vemos a imagem dela sendo replicada pelo mundo inteiro, que se indignou com a violência, mas que também reconheceu o trabalho dela enquanto defensora dos direitos humanos, e não só o trabalho dela, mas o que ela representava. O que ela simbolizava, que é uma construção coletiva muito maior do que a própria imagem dela”, ressalta Monica Benício, viúva de Marielle.

“Não podemos esquecer que a resposta mais importante ainda não nos foi dada: Quem mandou matar Marielle e qual a motivação desse crime? Mais importante do que termos ratos mercenários serem responsabilizados pelo que fizeram, é a questão urgente e necessária, que é saber quem foi que mandou matar Marielle”, enfatiza Benício.

 

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