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Mortes pela COVID-19: mais de 200 mil

E ainda sem previsão para início da vacinação no país

 

Ao final da primeira semana de janeiro de 2021 o Brasil superou a trágica marca de 200 mil mortes por COVID-19 e tem quase 10 milhões de pessoas contaminadas.

Nosso país retomou os índices similares aos períodos mais críticos da pandemia, e o sistema de saúde pode entrar em colapso a qualquer momento, sem que tenham sido impostas medidas rígidas de isolamento social como às adotadas no início de 2020 para conter o vírus.

Enquanto isso, o desgoverno federal não conseguiu apresentar um Plano Nacional de Vacinação com data de início e organização, ao contrário do que já está acontecendo em mais de 40 países do mundo, incluindo nossos vizinhos Argentina e Chile.

O secretário-geral do Sindicato dos Químicos do ABC, Paulão (foto), lamenta as mais de 200 famílias que perderam seus entes queridos pela COVID 19. Lamenta também que o governo federal ainda não tem um plano definido de vacinação da população.

A direção nacional da CUT emitiu uma Nota de Pesar pelas 200 mil mortes, apontando a necessidade de que seja disponibilizadas vacinas para toda a população. “Não podemos continuar perdendo vidas como consequência do menosprezo, descaso, negacionismo e adoção de medidas que desconsideram as evidências científicas no controle e combate à pandemia por parte do governo federal”.

Leia abaixo:

Nota de pesar da CUT pelos 200 mil brasileiros e brasileiras mortos pela Covid-19

Com mais de 200 mil óbitos, o país assume o segundo lugar no mundo em número de mortes e tem quase 10 milhões de pessoas contaminadas.  A maioria das vidas perdidas e de óbitos e contaminações é de negros, negras e pobres, evidenciando que a pandemia afeta de sobremaneira as pessoas mais vulneráveis de nossa sociedade, que historicamente têm sofrido com a falta de investimento em políticas públicas estruturantes como saúde, educação, moradia digna, saneamento e transporte.

Desde o primeiro óbito anunciado em 17 de março de 2020, o país segue vendo brasileiras e brasileiros morrerem na maior crise sanitária da história recente do Brasil. São mortes que poderiam ter sido evitadas, se não fosse o descaso e omissão do governo federal em coordenar um plano nacional envolvendo estados e municípios no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus de forma efetiva e eficiente. 

A CUT seguirá lutando pela garantia das condições de trabalho dos  trabalhadores e trabalhadoras da saúde e pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e de suas políticas tão necessárias à proteção, promoção e recuperação da saúde das pessoas, pois, mesmo com todos os ataques que vêm sofrendo, evitou que mais mortes tivessem acontecido. A Central Única dos Trabalhadores, ao mesmo tempo, continuará sensibilizando a população para a adoção das medidas de proteção contra o coronavírus e na luta pela garantia das condições de vida com a manutenção do auxílio emergencial e proteção dos empregos.

Para acabar com tanto sofrimento é extremamente necessário que seja disponibilizado vacinas para toda população e cobraremos do governo federal a compra de vacinas e insumos necessários (seringas e agulhas) e a operacionalização do plano de vacinação contra a Covid-19. Não podemos continuar perdendo vidas como consequência do menosprezo, descaso, negacionismo e adoção de medidas que desconsideram as evidências científicas no controle e combate à pandemia por parte do governo federal.

Direção Executiva Nacional da CUT

 

 

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