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Pressão do movimento sindical derrota minirreforma trabalhista no Senado

Por 47 a 27, o Senado derrotou o governo Bolsonaro, rejeitando a Medida Provisória 1.045

A MP 1.045 foi para o lixo da história, levando com ela os chamados “jabutis” (dispositivos estranhos ao texto) que impunham uma reforma trabalhista para acabar com direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e legalizar a precarização.

A rejeição do Senado é o resultado de uma intensa pressão do movimento sindical e ação das centrais sindicais no Congresso Nacional, e uma importante vitória da classe trabalhadora.

O presidente da CUT nacional, Sergio Nobre, destaca que a MP 1045 era inconstitucional, sem lógica, e prejudicava o desenvolvimento do país, ao tentar trazer de volta “a famigerada carteira verde amarela, uma carteira de trabalho sem direitos nenhum e trabalho sem direitos é escravidão”. “Somente empregos de qualidade garantem o desenvolvimento de uma nação”, pontuou.

Mas a pressão não só continua como precisa aumentar e se fortalecer diante das muitas medidas e propostas prejudiciais à classe trabalhadora e ao país tramitando no Congresso Nacional. “É preciso derrotar cada uma delas”, convoca Nobre, ressaltando a PEC 32, que desmonta os serviços públicos, e as privatizações de empresas essenciais ao país, como a Petrobras e bancos públicos.

 

Leia também: Centrais Sindicais repudiam jabutis à MP nº 1.045/2021 e Entenda a MP aprovada que diminui salários e acaba com vários direitos

 

 

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