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Primeiro de Maio no ABC tem Missa de São José e ato por Lula Livre

Por Remígio Todeschini

Mais de três mil trabalhadores e trabalhadoras participaram, na manhã do dia 1º de Maio, da caminhada que teve início na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC até a Igreja Matriz de São Bernardo, pela av. Marechal Deodoro. Por diversas vezes ecoavam vozes firmes e vibrantes de Lula Livre. 

A faixa que abria a procissão dizia “Resistir Sempre”.

Vários dirigentes do Sindicato dos Químicos do ABC e da Fetquim (federação do ramo químico da CUT no Estado de São Paulo) participaram da caminhada e da manifestação em defesa dos direitos dos trabalhadores e de Lula livre.

A imagem de São Jose foi carregada por lideranças sindicais e políticas da região e foi levada ao altar da Igreja. A missa foi celebrada pelo Bispo Diocesano de Santo André.

Interessante que nos anos de 1980 também fazíamos manifestações na Igreja Matriz pelo direito de Greve durante a ditadura e exigíamos a soltura de Lula que havia sido preso pela Lei de Segurança Nacional. A história agora se repete e a resistência vai aumentar para que sejam revogadas as leis que retiraram direitos dos trabalhadores, e direitos sociais da saúde, da educação.

Lula é a esperança do povo, acusado mentirosamente pelas forças rentistas, exploradoras, escravocratas e concentradoras de renda, precisa ser LIBERTADO!

No sermão, o Bispo Diocesano saudou todos os deputados presentes e os ex- prefeitos Luiz Marinho e Carlos Alberto Grana e dirigentes sindicais presentes. O próprio Bispo fora bancário e professor. Denunciou o desemprego pela crise econômica e política. Que as riquezas no Brasil devem ser bem distribuídas. Denunciou a cultura da escravidão que impede a distribuição de vida para todos. Denunciou também o trabalho infantil, as doenças e acidentes de trabalho e o assédio moral no ambiente de trabalho. Conclamou para um mundo justo e fraterno. Disse que só a Justiça não basta para a Paz. 

No final da missa foi lida mensagem da CNBB que, entre outros pontos, denunciou a Reforma Trabalhista e clamou por um Brasil justo e solidário. A pastoral operária denunciou a desigualdade no atual sistema econômico ganancioso capitalista. Conclamou a todos pela luta da Liberdade e Resistência permanente denunciando também a morte de Marielle, no Rio.

Terminada a missa houve o grito de muitos trabalhadores por Lula Livre!

A atividade foi concluída na praça da Igreja Matriz pela defesa dos direitos, unidade de luta e LULA LIVRE!

Remígio Todeschini foi presidente do Sindicato dos Químicos do ABC e atualmente é assessor em SST da Fetquim-SP

 

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