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Protestos neste 13 de agosto reforçam luta em defesa da educação e da aposentadoria

Mobilizações ocorreram em todas as capitais do país. Em São Paulo, o ato principal reuniu milhares de pessoas no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. O Sindicato dos Químicos do ABC esteve presente!

Pela terceira vez neste ano, estudantes, trabalhadores e movimentos se mobilizaram para protestar contra medidas do Ministério da Educação (MEC) na gestão de Jair Bolsonaro e em defesa da aposentadoria.

Nesta terça (13), as manifestações levaram dezenas de milhares de pessoas às ruas em 204 cidades em todos os estados do país. Em São Paulo, o ato principal reuniu milhares de pessoas no vão livre no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, na capital.

A mobilização é contra os cortes promovidos pelo governo Bolsonaro na área da educação e ao programa “Future-se”, lançado em julho e cujo objetivo é atrair incentivo privado às universidades públicas, acabando com o financiamento federal.

Os atos também pressionam contra a reforma da Previdência, aprovada no último dia 7, por maioria na Câmara Federal. Com as atuais regras, se o texto for aprovado pelo Senado, os trabalhadores não conseguirão se aposentar com dignidade depois de uma vida inteira de trabalho.

Na capital paulista, bancários realizaram paralisações parciais em algumas agências de bancos, alertando os trabalhadores para pressionar o Senado a votar contra a reforma da Previdência. No final da tarde, foi realizado um grande ato na av. Paulista, reunindo os manifestantes. O Sindicato dos Químicos do ABC estiveram presente.

De acordo com o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, o estado de São Paulo registrou atos em diversas  cdades contra a retirada de verbas da educação e a reforma da Previdência. “Mais uma vez, trabalhadores de diferentes categorias e estudantes vieram às ruas protestar contra os retrocessos desse governo”, disse.

Estudantes nas ruas

"Não é mole não, tem dinheiro pra milícia, mas não tem pra educação. Olha o fascista!", gritavam jovens de 16 a 20 anos na tarde desta terça-feira  (13) enquanto caminhavam até o Masp.

No ato da capital o presidente da UNE, Iago Montalvão, criticou os cortes na educação nos ensinos superior e básico que o governo Bolsonaro vem fazendo.

“Essa manifestação é uma resposta dos estudantes e da sociedade brasileira. Nós queremos uma educação com autonomia e crítica e não uma educação privatizada e censurada como quer esse governo”, afirmou.

O estudante também criticou o “Future-se”, projeto do atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, que quer que empresas privadas financiem o ensino público.

“Querem tirar do Estado o dever de investir nas universidades públicas e obrigá-las a captar dinheiro na iniciativa privada. Isto fará com que as universidades fiquem dependentes das empresas que decidirão o que elas devem produzir. Isto vai prejudicar os estudantes das áreas sociais, pois as empresas vão privilegiar as áreas do mercado financeiro e empresarial”, afirmou Iago, que é estudante de economia da USP.

Depois do ato na Paulista, os manifestantes sairão em passeata em direção à Praça da República, no centro da cidade.

 

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