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Químicos do ABC e de São Paulo levam sua solidariedade ao acampamento Lula Livre em Curitiba

Vigilância de resistência por justiça e democracia completa três meses

O acampamento Marisa Letícia, que faz vigília em Curitiba pela liberdade de Lula, recebeu na semana de 2 a 7 de julho, uma delegação de lideranças da categoria química do ABC e de São Paulo, representado o apoio e a solidariedade de dirigentes do Sindicato dos Químicos do ABC, do Sindicato dos Químicos de São Paulo e da Fetquim-SP.

O dirigente do Sindicato dos Químicos do ABC e secretário de formação política da Fetquim-SP,  Sidney Araújo, integra a delegação e destaca a importância do apoio a Lula neste momento. “A prisão arbitrária imposta pelo juiz Sergio Moro tem a finalidade de tentar retirá-lo das eleições de 2018, após o golpe. Não podemos esquecer que ele foi o melhor presidente até agora para os trabalhadores e o povo brasileiro. Apoiar Lula é apoiar a democracia no Brasil”, afirma.  

Um das casas nas imediações do acampamento, alugada pelos químicos e que contribui com o preparo de alimentos, espaço para banho e descanso dos que estão na resistência, foi batizada de Luís Carlos Gomes (Xiita).  “Uma homenagem ao diretor do Sindicato dos Químicos de São Paulo e diretor da FETQUIM, morto em 2016”, explica Erasmo Carlos Isabel (o Tucão), diretor da Fetquim-SP.

O que mais emocionou a delegação é a saudação ao ex-presidente, que é feita todos os dias, de manhã e à noite, pelos acampados bem próximo da sede da Polícia Federal, onde Lula é mantido preso.

Três meses de resistência por justiça e democracia

Parte da sociedade civil, dos movimentos sociais organizados e cidadãos indignados com a perseguição que põe em risco a democracia e o futuro do Brasil, exercem, em processo de revezamento, essa vigília desde o dia 7 de abril. Nesse dia, Lula decidiu deixar a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, depois de três dias de vigília em São Bernardo, para ser recebido por outra vigília, a Lula Livre, nos arredores da sede da Polícia Federal em Curitiba, que se tornou o Acampamento Marisa Letícia.

A vigília completa três meses neste 7 de julho e a solidariedade ao ex-presidente resiste bravamente.

"O número de caravanas que visita a Vigília segue intenso, com média de 300 pessoas mantendo-se diariamente, mesmo após três meses, o que indica a popularidade do presidente e a disposição de as pessoas resistirem por Lula Livre!", diz em nota a coordenação do acampamento. "Lula Inocente! Lula presidente! Diversos grupos de diferentes matrizes religiosas nos procuram, num exercício único de pluralidade e respeito", define o coletivo.

São 90 dias de embates com autoridades locais pelo direito de se manifestar pacífica e civilizadamente. De lutas e também de momentos de cultura, arte, debates e trocas que já entraram para a história. De partilha do fogão e do pão. De solidariedade de vizinhos que abriram o coração e a casa para os frequentadores da vigília e do acampamento, os fixos e os itinerantes.

 

 

Com informações e fotos de Remígio Todeschini e RBA

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