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Venda da Oxiteno: sindicatos do Brasil e Uruguai se unem para garantir manutenção dos direitos

Por iniciativa do sindicato global IndustriALL, as entidades sindicais que têm a Oxiteno/Indorama em suas bases reuniram-se no dia 3 de setembro passado para dialogar sobre a transição de compra e venda da empresa e decidiram por criar uma rede sindical para manterem contato permanente sobre o que acontece nas unidades. Integram essa rede o Sindicato dos Químicos do Uruguai e os sindicatos dos Químicos do ABC, da Bahia e Sindipolo RS.

Na reunião, todos se manifestaram preocupados com a desnacionalização da Oxiteno e atentos para que os acordos coletivos continuem a serem cumpridos, principalmente os da 5a. Turma, uma conquista dos trabalhadores e lei constitucional no Brasil.

“Reforçamos a necessidade de manter a rede para que haja também a continuidade do fundo de pensão do Grupo Ultra em que os trabalhadores participam. Buscaremos o contato com a direção da empresa de forma unitária para que os direitos sejam respeitados e não aconteçam retrocessos”, afirmou Joel, que representou os químicos do ABC na reunião.    

De acordo com os relatos da reunião, a Indorama é uma  empresa que vale mais de R$ 43 bilhões ( 8,3 bilhões de dólares), 5 vezes o valor da Oxiteno vendida e que tem uma produção espalhada em diversos países do mundo, principalmente na Ásia.

A Família Lohia, principal acionista da empresa, detém cerca de 6,3 bilhões de dólares do capital. É a 28a. família mais rica da Ásia. A empresa Indoroma tem uma participação  importante no mercado de termoplásticos, principalmente de PET, tendo 20% do mercado mundial, além da produção de tensoativos a partir de óxido de etileno, matéria-prima principal da Oxiteno, de glicóis e etoxilados.

A assessoria de Saúde e Previdência da Fetquim também esteve presente à reunião.

 

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