Quem somos

Quem somos

Fundado em 8 de outubro de 1938 por trabalhadores(as) da Rhodia – uma das primeiras indústrias químicas da região do ABC, o Sindicato dos Químicos do ABC sempre desempenhou um papel de relevada importância política para a região e todo o país.

O Sindicato abrange hoje os sete municípios do Grande ABC: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Dados do Consórcio Intermunicipal Grande ABC apontam que é a área mais industrializada do Brasil, com uma população de quase 2,5 milhões de habitantes.

O Grande ABC também se destaca como o berço do sindicalismo combativo, surgido no final da década de 70 e que contribuiu para acelerar o fim da ditadura militar no país, cujos frutos são o Partido dos Trabalhadores (criado em 1980) e a Central Única dos Trabalhadores - CUT (fundada em 1983). Graças a essa luta, hoje a renda per capita da região, estimada em mais de R$ 1.000,00, faz dela o terceiro mercado do Brasil, superado apenas pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

No Grande ABC estão instaladas mais de 900 empresas do ramo químico, petroquímico, plástico, resinas sintéticas, tintas e vernizes, armas e munições e setor farmacêutico. Trabalham nessas empresas cerca de 40 mil trabalhadores(as) - dados de 2012.

Um exemplo de luta e democracia:

O Sindicato dos Químicos do ABC renova a sua diretoria periodicamente. A cada mandato, o Sindicato realiza o Congresso dos Trabalhadores(as) Químicos do ABC, estabelecendo suas políticas e sua plataforma de lutas em defesa dos interesses imediatos e históricos dos trabalhadores(as).

Entidades às quais o Sindicato dos Químicos ABC é filiado:

O Sindicato dos Químicos do ABC foi um dos primeiros sindicatos a estabelecer uma ruptura com o sindicalismo oficial, participando efetivamente da criação da Central Única dos Trabalhadores - CUT. Fundada em agosto de 1983 por sindicatos realmente comprometidos com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, a CUT é hoje a maior e a mais representativa central sindical latino-americana.

Logo após a fundação da CUT, durante a Ditadura Militar, o Sindicato dos Químicos do ABC, teve a coragem de abrir suas portas para abrigar a primeira sede nacional da CUT, presidida na época pelo companheiro metalúrgico Jair Meneguelli, no prédio que hoje abriga a Associação de Aposentados Químicos do ABC (foto).

Devido a sua importância política e permanente compromisso de luta de suas diretorias, o Sindicato dos Químicos do ABC compõe as estruturas de organização da CUT, verticais e horizontais, desde a fundação da central, permitindo que os trabalhadores(as) químicos(as) do ABC estejam sempre à frente das decisões que dizem respeito aos destinos do país.

Confederação Nacional do Ramo Químico da CUT – CNQ-CUT

A Confederação Nacional dos Químicos (CNQ), uma organização vertical da CUT, organiza os sindicatos de trabalhadores(as) do ramo químico em âmbito nacional. Atualmente tem 79 entidades filiadas por todo o país, representando cerca de 326 mil trabalhadores(as) dos seguintes segmentos econômicos: Petróleo, Petroquímico, Química fina, Química para fins industriais; Tintas e Vernizes, Farmacêutico, Cosmético, Materiais para Higiene Pessoal; Celulose, Papel, Papelão, Artefatos de Papel.
Borracha, Elastômeros; Vidros, Cerâmica, Material Ótico; Material Plástico, Agrotóxicos, Fertilizantes, Corretivos Agrícolas.

Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo

Em 2003, os sindicatos do ramo químico iniciaram o debate dentro da CNQ a respeito da criação da federação, com objetivo de unificar e estruturar melhor a luta dos sindicatos cutistas no estado de São Paulo. Durante o processo de debates aderiram à proposta de criação da federação cutista os sindicatos Químicos ABC, Químicos São Paulo e Químicos Unificados (Osasco, Campinas e Vinhedo).

Em meados de 2007, a Fetquim é oficializada e passa a ter representação legal e a assinar acordos e convenções coletivas da categoria química no Estado de São Paulo. Assim, a FETQUIM torna-se o mais novo espaço de ação sindical política, democrática e pluralista, tendo em vista a defesa dos direitos e ampliação das conquistas dos trabalhadores no estado de São Paulo. Abrange cerca de 125.000 mil (cerca de 70 %) trabalhadores do ramo no Estado de São Paulo.

IndustriALL 

Dentro do contexto da globalização, um sindicato de luta tem que representar seus trabalhadores(as) aonde as principais decisões estratégicas são tomadas, ou seja, nas organizações internacionais – tais como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Comissão de Desenvolvimento Sustentado da Organização das Nações Unidas (CDS/ONU) – nos foros econômicos e comerciais (Banco Mundial, FMI, Mercosul etc) e junto às matrizes das empresas multinacionais (caso da BASF, Rhodia, FastPlas, Brascola, Solvay). Para isso temos o IndustriALL

O Sindicato Global IndustriALL foi fundado em 19 de junho de 2012 em Copenhagen (Dinamarca), por mais de 1.200 delegados sindicais vindos de todo o mundo, representando trabalhadores nos setores de minas, energia, química e indústrias diversas de 140 países. O Sindicato dos Químicos do ABC é filiado à entidade e participou da delegação brasileira ao evento de fundação.

 

ICM - Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira 

 

Diante das transformações no mundo do trabalho e os ataques aos direitos laborais devido à globalização, as ferramentas que podem injetar mais poder às lutas nacionais e internacionais da classe trabalhadora são: UNIÃO e SOLIDARIEDADE. Trilhando esse caminho, o Sindicato decidiu, em agosto de 2018, pela filiação à ICM - Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (BWI em inglês).

A ICM é uma federação sindical global que agrupa sindicatos livres e democráticos, membros dos setores de construção, materiais de construção, de madeira, silvicultura e setores conexos. Ela representa cerca de 12 milhões de trabalhadores em 130 países, com 350 organizações afiliadas. Assim como IndustriALL Global Union, a ICM é porta voz mundial dos trabalhadores nos setores representados.

“A indústria da construção está relacionada à indústria química em muitos aspectos e temos certeza de que essa filiação nos trará mais apoio e solidariedade nas lutas dos trabalhadores e trabalhadoras dos setores de tintas imobiliárias e plásticos para a construção”, destacou o presidente do Sindicato, Raimundo Suzart.

 

 

 

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