Nossa História

Institucional

Nossa História

31/12/1969 às 21:00

No dia 8 de outubro de 1938 era constituído o Sindicato dos Operários em Produtos Químicos e Similares de São Bernardo. A iniciativa surgiu de trabalhadores da Rhodia Química, a maior planta a reunir a categoria química no Grande ABC na época e que hoje, passados 80 anos, já não existe mais na região.

Assim nascia, de uma associação operária e um sindicato de fábrica, um sindicato de categoria forte, robusto, e de luta. Que liderou, com outros sindicatos, a construção da organização nacional dos trabalhadores(as) do ramo químico e que tem hoje ações de alcance global, por meio de intercâmbios, redes sindicais e acordos de cooperação internacional.

Após celebrar os 70 do Sindicato, culminando com uma grande festa em outubro de 2008 com a presença do então Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, retomamos o registro das nossas ações por meio da publicação dos 80 anos do Sindicato completados em outubro de 2018.

A linha do tempo abaixo é um breve registro das principais ações e acontecimentos envolvendo a categoria química do ABC e a classe trabalhadoras de 2009 a 2017.

As publicações que marcaram os 70 anos estão à disposição dos interessados na sede do Sindicato para consulta e eventual disponibilidade. A publicação dos 80 anos já está disponível no site da entidade.

Mas esta linda e importante história continua sendo escrita pelas muitas mãos dos trabalhadores e trabalhadoras de toda a cadeia produtiva da indústria química na região do ABC.

 

Linha do tempo: 1938 – 2017

1938

- 8 de outubro: assembleia de fundação do Sindicato, na Rua Bernardino de Campos, 15-B, em Santo André. O Sindicato dos Químicos do ABC nasce em pleno regime do Estado Novo (ditadura) e foi um dos primeiros sindicatos da região na chamada Era Vargas.

1938 – 1944

A primeira gestão diretiva do Sindicato, presidida por Joaquim Rodrigues Correa, o Joaquinzinho, trabalhador da Rhodia.

1945

Químicos conquistam a carta de reconhecimento do Sindicato, com data de 4 de julho de 1945.

1946

A base do Sindicato se expande em direção a Mauá e ao futuro município de Rio Grande da Serra. É criada a primeira Comissão de Fábrica de trabalhadores químicos, na Usina Colombina, em São Caetano do Sul. Uma Greve Geral paralisa várias empresas de Santo André, entre elas a Rhodia.

1951

Sindicato instala-se na Rua Campos Sales, 128 – 2º andar, salas 39 e 46, no centro de Santo André.

1953

Sindicato, presidido por Antonio Gomes Nogueira, se coloca contra a participação da categoria na greve geral de 10 de março, conhecida como a Greve dos 300 mil, que conquista 32% de aumento salarial.

1955

Acontece a primeira eleição para direção do Sindicato com duas chapas, mas o Sindicato sofre intervenção e a chapa 2, vitoriosa, só toma posse em 1956.

1956

Cinco sindicatos do ABC se unem para enfrentar o problema da escassez de açúcar: Químicos; Metalúrgicos; Fiação e Tecelagem; Borracheiros e Construção Civil.

1959

Greve de 29 dias dos trabalhadores da Rhodia: um movimento que estimulou a autoconfiança e serviu de exemplo a toda uma geração de trabalhadores(as) químicos. Em dezembro, greve na CBC por adicional de insalubridade é vitoriosa. A conquista alastrou-se por outras empresas.

1960

Nova direção toma posse, o presidente é Trajano José das Neves.

1961

Greve na Matarazzo, unidade em São Caetano. É uma das lutas que aconteceram por todo aquele período nas empresas químicas. A ação da diretoria é clara: nossa luta é por fábrica. As reivindicações: aumento de salário, melhores condições de trabalho, abono de Natal e férias de 30 dias.

1962

Finalmente, depois de vinte anos de luta, que vinham se intensificando a cada ano, a classe trabalhadora conquista o 13º salário na legislação trabalhista do país.

1963

Em nível nacional, o destaque desse ano é a Greve dos 700 mil, no segundo semestre. O motivo: a carestia, que mexia diretamente no bolso do trabalhador. O Sindicato seguia sua luta por fábrica e realiza pela primeira vez assembleia nas Indústrias Farmacêuticas Fontoura-Wyeth (atual Colgate) – onde quase todos os trabalhadores(as) são sindicalizados.

Nesse ano, circula a primeira edição do jornal O Metalúrgico, do Sindicato dos Metalúrgicos do Santo André, o jornal sindical mais antigo da região.

1964 – O Golpe

O Golpe Militar provocou intervenção imediata na maioria dos sindicatos de trabalhadores no ABC, exceto o dos Químicos, cujo presidente foi nomeado interventor da Federação dos Químicos em São Paulo.

O regime militar transformou os sindicatos em meros instrumentos do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Começa a fase meramente assistencialista. Impera a Lei de Greve, amordaçando os trabalhadores, e a liberdade sindical foi banida.

1966

O presidente do Sindicato Trajano José das Neves cai da presidência em 16 de março com a nomeação de um interventor no Sindicato, José Luiz Gonçalves Dente, um funcionário do Judiciário. A intervenção acontece porque a eleição para renovação da diretoria foi impugnada devido a irregularidades. Uma nova direção, eleita, só tomara posse no segundo semestre de 1967.

1967

Em 25 de julho Paulo Parente toma posse como interventor do Ministério do Trabalho na direção do Sindicato e permanece na presidência até novembro, quando da posse da direção eleita. Jaime Câmara Cajueiro é o novo presidente da entidade.

1969

Sindicato inaugura a sua primeira sede própria, na Rua Monte Casseros 270 – 3º andar, e lança o SINDIQUIM, seu primeiro jornal, que ainda é publicado, em novo formato e com periodicidade definida.

1970

O trabalhador químico do ABC e militante Olavo Hansen é preso em 1º de Maio, quando distribuía boletins no ato unificado do Dia do Trabalhador, no Estádio Maria Zélia. Hansen foi encaminhado aos órgãos policiais da capital, torturado, morto e largado como indigente.

1971

Sindicato muda a sua sede para a Av. Lino Jardim 401, ocupando uma antiga casa, hoje preservada, é onde está a Associação dos Aposentados Químicos do ABC e que foi a primeira sede da CUT após a sua fundação, em 1983.

São registrados na Elclor (atual Solvay) vários acidentes com trabalhadores, inclusive com mortes.

Em outubro, é promovido o primeiro curso de formação na nova sede da Lino Jardim, com o tema Turnos de Revezamento.

1972

Sindicato trabalha para estender a base sobre Diadema e Rio Grande da Serra, conseguindo seu objetivo, enquadrando todo o Grande ABC.

O elenco das reivindicações da categoria traz uma nova cláusula: a garantia de estabilidade provisória à trabalhadora gestante a partir do momento em que comunicar seu estado à empregadora e até seis meses após o parto.

1973

Em 1º de Maio o Sindicato assina o contrato para a construção da futura sede na Avenida Lino Jardim.

1975

Sindicatos começam a discutir abertamente que a política salarial implementada pelo regime militar não seria ao trabalhador. O motivo: reajustes salariais limitados (arrocho), sacrificando os trabalhadores em nome de um aparente controle da inflação. Luta daquele ano é pelo reajuste de 53% e 800 cruzeiros como piso salarial.

1976

No sábado 18 de setembro é inaugurada a nova sede do Sindicato, com a presença do governador e de prefeitos da região. A casa, que hoje abriga a Associação dos Aposentados, é preservada, mas assembleia aprova a venda da sede própria localizada na rua Monte Casseros 270 – 3º andar.

1977

São tempos difíceis para os trabalhadores(as): Há um desemprego disfarçado pela rotatividade de mão de obra, com rebaixamento salarial; cresce o achatamento salarial e muitas irregularidades levam à insalubridade os locais de trabalho. Só naquele ano três trabalhadores perdem suas vidas em acidentes de trabalho nas empresas químicas.

1978

Começa a surgir o novo sindicalismo: trabalhadores da Scania  iniciam a chamada Greve Sem Cabeças, que pipocou por várias empresas da região, alcançando o setor químico com a paralisação dos trabalhadores das Indústria Químicas Anhembi, Fontoura Wyeth e Anakol. Todas contra o arrocho salarial.

Surgem lideranças clandestinas da oposição dos Químicos do ABC: o GAS – Grupo de Atuação Sindical, que depois, em 1982, tirariam o Sindicato da letargia.

1979

A greve dos trabalhadores, em sua maioria trabalhadoras químicas, do grupo Fontoura e Anakol antecedeu as grandes greves dos metalúrgicos neste ano. Foram 20 dias de paralisação em janeiro com a seguinte pauta: antecipação da data-base de janeiro para dezembro; aumento salarial (contra o arrocho) e problemas com a chefia. Em março, seriam realizadas as greves histórias dos metalúrgicos, que despontou Lula como o grande líder sindical brasileiro.

1980

Em 15 de fevereiro é fundada a Associação dos Aposentados Químicos do ABC e em 9 de maio é realizado o I Congresso dos Químicos do ABC. Nesse ano também é criado o DIESAT – Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho, que vai se transformar num importante complemento das lutas sindicais, desenvolvendo campanhas contra os acidentes e doenças do trabalho.

1981

O II Congresso dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do ABC é realizado em 25 e 26 de julho de 1981, que dedica um espaço importante para discutir a Saúde do Trabalhador e a Segurança no ambiente de trabalho.

Delegação do Sindicato participa, de 21 a 23 de agosto, na Praia Grande, da 1ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT).

1982 – A Virada

O ano de grandes mudanças no Sindicato, o ano da VIRADA, com a vitória da Chapa 2 Renovação e Luta na eleição para renovação da direção. Uma oposição formada por várias correntes progressistas que assumem a denominação Pró-CUT e defendem a fundação da Central Única dos Trabalhadores e defendem um sindicalismo forte, combativo e independente.

1983

A nova direção do Sindicato, presidido por Agenor Narciso, participa ativamente da fundação da CUT e oferecem suas instalações para abrigar a primeira sede da Central, o que é aceito pelo presidente eleito da CUT, Jair Meneguelli.

1984

Sindicato compra briga em defesa da saúde do trabalhador e cria a COMSAT – Comissão de Saúde do Trabalhador. Também organiza as primeiras Comissões de Fábrica na base (Macisa, Isopor, Brakofix, Trorion e Dim-Mac) e realiza o III Congresso dos Químicos do Grande ABC.

Esse ano acontece a greve histórica dos trabalhadores da Ferro Enamel: a primeira greve no país por condições de trabalho, por medidas contra a contaminação por óxido de chumbo.

1985

Abre-se uma nova fase de lutas e greves acontecem em todas as categorias, incluindo os químicos do ABC, que conquistam a unificação da data-base em 1º de dezembro, que entra em vigor em 1986, beneficiando cerca de 20 mil trabalhadores que recebiam todo o ano o salário de dezembro e o 13º salário sem reajustes.

1986

A partir da ação direta e efetiva do Sindicato, a Delegacia Regional do Trabalho cassa a autorização para o funcionamento da fábrica Matarazzo, em São Caetano, devido às péssimas condições de trabalho. Os trabalhadores com leucopenia devido à contaminação eram demitidos, em descumprimento à Convenção Coletiva. Uma vítima fatal da exposição ao BHC na Matarazzo foi o operador Pedro Mangueira Filho. Fiscais da DRT constataram o armazenamento irregular de mais de duas mil toneladas de resíduos de BHC na Matarazzo.

Também foi um ano de greves por questões econômicas. Ano do Plano cruzado de Sarney e da realização de mais de 2 mil greves. Nas indústrias químicas pararam os trabalhadores(as) da Fontoura Wyeth, Ferro Enamel, Anhembi, Rhodia, Cofade, CBC, Glasurit, Plástico Borda do Campo, Sherwin-Williams e Panamericana.

1987

Sindicato realiza seu IV Congresso em um momento de alta inflacionária, que provocava enormes perdas salariais. Greves importantes, e vitoriosas, foram deflagradas na Rhodia, Cofade e CBC.

Em maio, vistoria do DIESAT constatou 79 trabalhadores contaminados na Eletrocloro (atual Solvay). Começa a luta contra a contaminação por mercúrio.

Outra tragédia: explosão de um destilador de álcool na Fanabra, em Ribeirão Pires, mata o trabalhador Luiz de Oliveira Machado e fere outros cinco.

1988

Sindicato completa 50 anos de fundação com o país enfrentando uma situação econômica bem difícil: dados da Unicamp revelam que 65% dos brasileiros viviam em condições de miséria absoluta. Não houve tempo para celebrações dos 50 anos, que ficaram para 1989, com o lançamento de uma revista Sindiquim Especial e uma exposição de 50 fotos sobre a história do Sindicato. A boa notícia: após três meses de mobilização, trabalhadores do Polo Petroquímico conquistam a 5ª turma.

1989

Um ano de lutas. Foram mais de cem greves de trabalhadores químicos no ABC por melhores salários e condições de trabalho. Muitas empresas não cumpriam a Convenção Coletiva. Categoria participa da Greve Geral com paralisação na Glasurit, Isopor, Anakol, For-Plas, Brakofix. Em 1º de junho, Sindicato lança a campanha Não à Contaminação e à Poluição.

Foram realizadas as primeiras eleições diretas para presidente da república após o Golpe Militar de 1964. No segundo turno, Lula e Collor disputam. E Lula quase chega lá!

1990

Início da Era Collor, inflação bate a casa dos 80% mensais. A reivindicação dos sindicatos cutistas é pelo pagamento semanal de salários. Aprofunda-se a luta pelas 40horas semanais sem redução de salário, por mais empregos e saúde para o trabalhador. A recessão econômica chegava ao setor químico do ABC: mais de dois mil trabalhadores da base foram demitidos entre outubro e dezembro.

1991

Sindicato vence uma luta ideológica e jurídica e mantém a integridade física da entidade, ameaçada de ser dividida e rachada com a tentativa de criação de dois sindicatos: o dos Plásticos de Diadema e o do Polo Petroquímico.

Mercúrio: após quatro anos de luta, o Sindicato consegue que a Secretaria de Saúde do Estado defina os critérios para diagnóstico, tratamento, afastamento e alta dos contaminados por mercúrio.

Toma posse a nova diretoria com Remigio Todeschini na presidência.

1992

Sindicato realiza o “Seminário Ano 2000. Projeto para o Futuro”, para discutir os rumos da indústria química em direção a ano de 2000, com a presença de trabalhadores de todo o país. Ao final do evento, foi aprovada a Carta do ABC, que traça novas formas de luta para a categoria, e aponta a necessidade de um Programa Nacional de Desenvolvimento de Política Industrial do Ramo Químico.

Um protesto com um comovente ato ecumênico pela VIDA é promovido pelo Sindicato devido à morte do trabalhador Ivo Carvalho da Silva, vítima da explosão seguida de incêndio na Petroquímica União. Dois outros trabalhadores ficaram feridos no acidente.

1993

Campanha Salarial desse ano dirige um apelo à categoria: “Faça amor, não faça extra”. A estratégia é a Greve Dominó e o símbolo de um dinossauro é levado à sede da FIESP. A luta é por negociar metas para a produção e emprego, recuperação salarial e contrato coletivo de trabalho, saúde e segurança, terceirização e privatização.

Sindicato inaugura a Colônia de Férias dos Químicos em Caraguatatuba.

1994

Onda de desemprego. Setor petroquímico e plástico perdeu 80 mil postos de trabalho em todo o país. O emprego passa a ser a arma contra a fome e o Sindicato lança uma campanha contra a fome que também engloba mais empregos e contra a inflação, com comitês que arrecadam alimentos nas fábricas.

Continua a campanha contra as horas-extras agora com o nome de Rala Coco, para impedir que as empresas forcem os trabalhadores a fazerem hora-extra. Na Campanha Salarial, surge a greve Cascavel contra a radicalização dos patrões e o slogan é “tire a mão do meu peru”, para garantir a ceia de Natal.

A PQU é leiloada e privatizada. Unipar/Odebrecht torna-se a sua principal acionista e o Sindicato direciona sua luta para manter benefícios e empregos.

1995

Nova campanha é lançada pelo Sindicato, desta vez para exigir o pagamento imediato da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O resultado é positivo e se transforma numa das maiores vitórias coletivas do ano. É o ano da Greve do Galo Velho: “patrão é igual a galo velho, só amolece na pressão. Greve neles”. Em setembro é realizado o 6º Congresso dos Químicos do ABC.

Plebiscito no Polo define que a maioria dos trabalhadores petroquímicos quer continuar a ser representada pelo Sindicato.

1996

Categoria química se une em todo o estado para a Campanha Salarial Unificada. As reivindicações: emprego, aumento real de 12%, reposição das perdas salariais, piso de 500 reais, em defesa da saúde e meio ambiente, e democracia no ambiente de trabalho.

1997

A disposição de lutas da categoria química ultrapassou os limites do ABC. O Sindicato comprou brigas importantes em defesa do emprego, da Previdência Social, da terra e contra os ataques aos direitos dos trabalhadores do governo FHC.

Duas chapas concorrem à direção do Sindicato e a CUT elege a sua quinta direção, derrotando a chapa da Força Sindical. A posse da nova diretoria, encabeçada por Sergio Novais, conta com a presença de Lula.

 1998

A base química diminuiu muito nos últimos anos e em 1998 representava 32 mil trabalhadores. Devido ao impasse nas negociações com a FIESP, muitas empresas negociam separadamente com o Sindicato na Campanha Salarial. Há greves em três empresas – Lazzuril, Saturno e Eltron. Os primeiros acordos fechados foram com a Soplast, Repet, Isotérmica, Sanko, Polifiber e Mikron.

É realizado o VII Congresso da categoria, com um novo formato: um período de 70 dias pré-congresso para debates em encontros regionais. Tema principal: buscar solução para o desemprego.

Os 60 anos do Sindicato são celebrados com seminário sobre redução da jornada e o lançamento de duas publicações – um livro de charges do cartunista Marcio Baraldi (do Sindiquim) e a Revista Sindiquim.

1999

Uma nova forma de organização sindical no local de trabalho surge: o SUR (Sistema Único de Representação), um mecanismo livre e democrático que dá a velha CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) a possibilidade de atuar como Comissão de Fábrica. O primeiro SUR foi eleito e empossado em 24 de julho na Kolynos (atual Colgate).

Sindicato implementa o projeto de qualificação e requalificação profissional Alquimia: 1500 alunos na primeira turma.

2000

Entre as principais ações do Sindicato nesse ano está o lançamento do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva Petroquímica/Plástica, um embrião do que era defendido pela entidade desde o Seminário “Ano 2000. Projeto para o Futuro”, realizado em 1992. O Fórum foi criado com a meta de implantar uma política nacional para o complexo químico.

Outra ação importante foi a campanha “Sua vida não tem preço”, em defesa do direito da recusa ao trabalho em situação de risco grave e iminente.

Duas explosões graves aconteceram em empresas químicas: na Boainaim, que resultou na morte do trabalhador Élson Xavier de Lima, e na BASF, com 28 trabalhadores feridos e morte do operário Lourival Ferreira Sobral.

2001

Forte embate entre Sindicato e a Kolynos, com seis meses de negociação. O resultado não poderia ser melhor: Sindicato consegue garantir a manutenção e ampliação da Kolynos, gerando mais e melhores empregos na região em um momento delicado de desindustrialização do Grande ABC e um exército de desempregados.

Em dezembro, a Rhodia Acetow anuncia seu fechamento e a demissão de 169 trabalhadores, após 60 anos da planta localizada em Santo André. Resistência é feita com greve, ocupação da fábrica e apoio da população que resultou na suspensão das demissões durante as festas de fim de ano e negociação de um pacote de indenização.

Naquele ano, nas celebrações dos 63 anos, Sindicato lança seu site na Internet em seminário que aborda a imprensa sindical e o uso da Internet pelos trabalhadores.

2002

No 8 de Março é oficializada a Comissão de Mulheres Químicas do ABC com um ato na portaria da empresa agora denominada Colgate/Kolynos.

Nova explosão na BASF Sistema Gráficos deixa quatro trabalhadores feridos e reacende debate sobre as causas da explosão de 2000: má gestão da segurança do trabalho.

Renda do trabalhador despencando, desemprego explodindo, violência toma conta das ruas da cidade, escândalo nas privatizações e na compra de votos no Congresso, venda do patrimônio público a preço de banana. Nesse cenário do desastroso governo FHC é realizado o VIII Congresso dos Químicos do ABC: é preciso mudar o Brasil e tirar os trabalhadores da beira do abismo.

A esperança vence o medo e o Brasil elege um operário para Presidente do Brasil.

2003

Neste ano, para recuperar as enormes perdas salariais acumuladas, o Sindicato realiza duas campanhas salariais: a de emergência, no primeiro semestre, que conquista 8% de antecipação; e a campanha salarial unificada, no segundo. Ambas vitoriosas. Desde 1991 os empresários do setor químico não assinavam acordo para reposição de perdas fora da data-base. A vitória dos químicos tornou-se referência para outras categorias.

Sindicatos cutistas do ABC lançam a Campanha da Carteira Assinada, em parceria com o Ministério do Trabalho e CEF.

Em 24 de maio toma posse a nova diretora, com Paulo Lage na presidência.

2004

Sindicato lança o Fórum em Defesa Permanente dos Direitos Infantis. Nesse ano, sindicatos e ONGs se unem para erradicar o trabalho infantil e combater a exploração sexual de adolescentes na Grande São Paulo.

Na Campanha Salarial, categoria inicia a reposição de perdas e conquista, além da inflação, 2,8% de aumento real. Avanços também nas cláusulas relacionadas às mulheres trabalhadoras.

Em fevereiro, presidente Lula vem à PQU e anuncia oficialmente o apoio da Petrobras à expansão do Polo Petroquímico: haverá fornecimento de 1,2 milhão de metros cúbicos/dia de gás de refinaria, que será usado como matéria-prima na produção de produtos petroquímicos.

2005

IX Congresso dos Químicos do ABC tem oito plenárias preparatórias, com mais de 700 trabalhadores. A conclusão dos trabalhos do Congresso acontece entre 15 a 17 de abril, em Nazaré Paulista. O tema central: Reforma Sindical.

Sindicato luta e consegue manter a Chevron na região. Empresa desiste do fechamento após meses de resistência e luta dos trabalhadores, que foram até a matriz em Nova Orleans e realizaram inúmeras audiências em ministérios e com parlamentares.

2006

“Há mais de 100 anos o trabalhador luta pelos seus direitos e há sete décadas o Sindicato dos Químicos do ABC abraça essa causa”: dada a largada no Projeto Rumo aos 70 anos do Sindicato. No 8 de outubro, pela primeira vez na regiaõ celebra-se o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora nas Indústrias Químicas do ABC. A data foi proposta pela diretoria do Sindicato e as sete Câmaras Municipais da região aprovaram, por unanimidade, projetos de lei instituindo esse dia. O dia escolhido é o mesmo da data da fundação do Sindicato, em 1938.

A categoria conquista esse ano mais 1,5% de aumento real e valorização do Piso Salarial e da PLR mínima. No Setor Farmacêutico um ganho a mais: a garantia de inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho do setor.

Em maio, com o lançamento da primeira edição da Revista do Brasil, um projeto de comunicação popular, a Revista Sindiquim deixa de circular, após 48 edições.

2007

Sindicato inaugura a sede própria da Regional Diadema, na Rua dos Brilhantes 232 – Jardim Donini, em sessão solene da Câmara Municipal de Diadema, excepcionalmente realizada fora do recinto oficial do Legislativo.

Em 10 de agosto toma posse a primeira coordenação da Fetquim – Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo, reunindo os cinco maiores sindicatos dos trabalhadores do ramo químico do Estado, que representam 70% da categoria. O desafio: organizar e construir junto aos trabalhadores(as) uma vitoriosa campanha salarial unificada.

O principal impulsionador dessa organização estadual da categoria era o diretor do Sindicato, Marcelo Peres, que morreu em um acidente automobilístico dias antes da tomada de posse como coordenador político da Federação.

2008

Uma Grande Ação de Cidadania, um selo dos Correios, um livro e um Álbum-Revista marcam as celebrações dos 80 anos do Sindicato. Na festa de lançamento do livro, que foi no Clube Aramaçan, em Santo André, um convidado ilustre: o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Nas Campanhas Salariais, as vitórias continuam. No Setor Farmacêutico, trabalhadores(as) conquistam redução na jornada de trabalho para 40 horas semanais e reajuste salarial de 6,5% acima da inflação.

 

Projeto 80 anos

A partir desta data, há disponível em arquivo digital a história da categoria química de 2008 a 2018, com fotos, ilustrações e um relato detalhado organizado pelo ex-presidente do Sindicato, Remígio Todeschini. A publicação, junto ao selo e concursos de escultura e redação marcaram a comemoração dos 80 anos da entidade. 

Conheça a integra do Projeto

A publicação especial sobre os 80 anos do SIndicato dos Químicos do ABC pode ser acessada AQUI