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Atenção sindical ao Setembro Amarelo: prevenção ao Suicídio

Por Assessoria de Saúde e Previdência da Fetquim-CUT

No Brasil, todos os dias cerca de 32 pessoas dão fim a própria vida. O número corresponde a uma morte a cada 45 minutos., segundo o CVV ( Centro de Valorização da Vida). A campanha do Setembro  Amarelo é um alerta constante para os problemas mentais que podem levar a situações de suicídio.

Medidas opressivas e tóxicas nas relações de trabalho, desemprego crescente, problemas familiares, entre outras inúmeras causas associadas  com a depressão podem ser um dos sintomas indicativos a médio e longo prazo desencadeadores da ideação suicida. O pior é que a depressão e a ideação suicida agem de forma silenciosa surpreendendo as famílias, os companheiros de trabalho e todo o meio profissional. A depressão  afeta segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, e será o principal problema de saúde no mundo em 2050 ( El país, 11/09/21). A pandemia, com o isolamento social que teve de ser adotado, fez crescer por exemplo,na Espanha, em 250% as consultas  sobre informações quanto à prevenção de suicídio.

Em decorrência da própria pandemia alertamos no site da Fetquim-CUT  os diversos problemas de saúde mental. Também constatamos que mesmo com os problemas de contaminação por agrotóxicos que podem causar  mortes, muitos agrotóxicos, entre 2010-2019, foram utilizados por  14.296 pessoas como tentativa de suicídio.

 

Alerta dos dirigentes sindicais químicos  aos problemas de saúde mental

O Secretário de Saúde da Fetquim, Andrés Henrique Alves, Diretor dos Unificados de Campinas, alerta: “ Além dos riscos que temos de contaminantes químicos, dos agrotóxicos, os mesmos são utilizados para tentativa de suicídios. Os problemas de saúde mental são grandes na categoria química e deverão aumentar, é por isso  que temos a  necessidade dos sindicatos para orientar e atender os trabalhadores que precisam de orientação. Além da luta do Fora Bolsonaro, precisamos ampliar a defesa por melhores condições mentais no trabalho também.”

Para Aírton Cano (foto), coordenador da Fetquim-CUT, “ Os sindicatos filiados devem orientar aos trabalhadores e familiares procurarem o SUS para dar suporte aos problemas de saúde mental que aparecem, e os nossos convênios médicos precisam dar atenção permanente ao problema estimulando uma melhor qualidade de vida para todos.”

Para Paulo Sérgio (foto), Secretário de Saúde dos Químicos do ABC e coordenador da COMSAT, “o Setembro amarelo visa dar visibilidade à prevenção do suicídio e ganha uma importância maior devido à pandemia, pois com o isolamento social, os problemas de saúde mental tendem a se agravar. Medo, incertezas em relação ao futuro, luto e dificuldades financeiras marcam a vida de muitas pessoas. É importante ter atenção aos sinais e procurar meios de lidar com o problema.”

 

O papel do SUS e do CVV na prevenção contra o suicídio

Na rede pública, a indicação é procurar os Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Por lá, é possível marcar uma consulta com um psiquiatra ou psicólogo. O Centro de Valorização da Vida (CVV), fundado em 1962 em São Paulo, faz um apoio emocional e preventivo do suicídio pelo número 188.

Com informações do G1, El País e CVV. 

 

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