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Campanha Salarial 2019 Setor Químico: Assembleia aprova proposta e reajuste será pela inflação

Trabalhadores autorizaram assinatura da Convenção Coletiva, que deve ocorrer no dia 12 de novembro, cláusulas sociais permanecem intocadas até 2021

Em assembleia realizada na manhã deste sábado, 26 de outubro, os trabalhadores e trabalhadoras químicas aprovaram a proposta resultante das negociações e autorizaram a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho 2019-2021.

Assim, os salários e as demais cláusulas econômicas serão reajustados pelo índice oficial da inflação, e os valores de PLR mínima – para empresas que não têm programa próprio – além da inflação, têm ganho real (acima da inflação – veja mais abaixo).

Inflação baixa como estratégia de empobrecimento

“Sabemos que essa inflação oficial não reflete o custo de vida que o trabalhador e a trabalhadora sentem quando vão ao mercado ou comprar gás, pagar luz e outras contas. Mas as reformas do governo Temer e as políticas do governo Bolsonaro estão impactando nas negociações das campanhas salariais”, observou o coordenador da Fetquim- CUT, Aírton Cano, que também é diretor do nosso Sindicato. “Na nossa avaliação, essa inflação calculada pelo governo é uma estratégia para derrubar a classe trabalhadora, estratégia de empobrecimento, semelhante à proposta da tal Carteira Verde Amarela, defendida por Bolsonaro e onde o trabalhador vai ter que escolher entre emprego ou direitos”, pontuou Cano. 

“As Comissões de Fábrica e dirigentes de base vêm enfrentando dificuldade para fazer cumprir os direitos da Convenção e diante de tantos ataques para fragilizar os sindicatos nós buscamos priorizar nesta campanha a unidade das federações da CUT e Força Sindical no sentido da manutenção das cláusulas sociais”, explicou o coordenador.

Nenhum direito a menos

O presidente do Sindicato também falou sobre o baixo índice do reajuste. “Faz cinco anos que não temos nada de ganho real. E sabemos que da forma como a inflação oficial é calculada ela não reflete a perda do poder de consumo do nosso salário”, afirmou.  

“Mas para nós é importante manter a Convenção Coletiva até 2021, na verdade é uma forma de proteção contra a terceirização e proteção ao trabalhador diante das mudanças da CLT que reduziram direitos. Mantemos nossas 84 cláusulas, reajustamos o salário pela inflação e até  obtivemos algum ganho real na PLR mínima, agora é ir atrás das empresas que sabemos que têm potencial para reajustar os salários por um índice maior do que a inflação oficial”, completou Raimundo.

Se as assembleias dos demais sindicatos filiados à Fetquim/CUT e Fequimfar/Força Sindical aprovarem a proposta sem mudanças, a Convenção Coletiva será assinada no próximo dia 12 de novembro.  O índice correto do reajuste das cláusulas econômicas será anunciado no dia 8/11.

Após a assembleia, os presentes iniciaram as discussões da 3ª Plenária Preparatória do 13º Congresso dos Químicos do ABC, que tem como tema  a sustentação financeira da luta dos trabalhadores.

A atividade está sendo realizada no Auditório do SINDEMA, em Diadema.

Confira a proposta aprovada:

- Reajuste dos salários e das demais cláusulas econômicas (exceto PLR): 100% pelo INPC (estimativa de 2,72%)
- PLR Mínima para empresas com até 49 trabalhadores: R$ 1.035,00 (reajuste de 3,5% - ganho real de 0,76% pela última estimativa)
- PLR Mínima para empresas que tenham acima de 50 trabalhadores: R$ 1.150,00 (reajuste de 3,6¨% - ganho real de 0,86% pela última estimativa)
- Renovação de todas as cláusulas sociais até 31.10.2021

 

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