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O Futuro do Trabalho e do Sindicalismo

Esse foi o tema da segunda mesa do 13º Congresso dos Químicos do ABC neste sábado 23/11, com exposição do dirigente metalúrgico Wellington Damasceno

Os debates da etapa final do 13º Congresso dos Químicos do ABC no período da tarde do sábado 23/11 iniciaram com um tema bastante instigante: O Futuro do Trabalho e do Sindicalismo, com apresentação do diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno.

Ele começou sua exposição explicando o surgimento da chamada Indústria 4.0 e seus desafios para os trabalhadores tais como a precarização do trabalho, o desmonte da indústria nacional, as novas formas de emprego que trazem aumento da desigualdade, a capacitação profissional e as novas relações de trabalho.

“A gente precisa discutir a questão da capacitação profissional. Quem vai estar apto a estar nos novos empregos? Ou vai sobrar pra nós o subemprego ou empregos em aplicativos como o UBER? Isso passa por discutirmos que tipo de formação queremos: formação de robôs humanos ou uma formação flexível que permita que o trabalhador possa migrar para as diversas fases do processo produtivo?”, questionou Damasceno.

Ele apontou ainda o número recorde a informalidade no mercado de trabalho brasileiro e o fato de termos um governo que coloca na mãos dos trabalhadores a seguinte decisão: direitos ou empregos. "Muitos já nem sonham em se aposentar, mas só em trabalhar ou até mesmo só comer", observou.

Desafios do movimento sindical

"Precisamos propor políticas públicas, independente das posições ideológicas do governos. Nós precisamos discutir a produção nacional, com indústria forte, não podemos viver só de serviços e commodities" afirmou Damasceno, acrescentando que os sindicatos precisam também pensar numa transição justa. "O sindicato tem que estar na mesa para discutir essas novas tecnologias, saber quanto empregos serão extintos, quantos novos empregos surgirão, pensar em cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho que garantam a presença do sindicato nas discussões de como será a produção e os investimentos nas empresas", completou.

Representação

Quem representará o PJ? O MEI? Os trabalhadores de aplicativos?

"Precisamos buscar formas de organizar esses trabalhadores para lutarem por melhores condições de trabalho", apontou Damasceno. "Todos sabem que quanto mais unidos, mais fortes estamos. Enquanto sindicatos precisamos pensar numa reorganização e onde a gente consegue melhorar e criar um ambiente de sinergia entre sindicatos irmãos, em especial em áreas como Formação, Comunicação e Saúde do Trabalhador".

Confira abaixo a íntegra da apresentação:

 

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