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Protesto contra Bolsonaro na Paulista denuncia política de destruição da indústria brasileira

Lideranças e militância do Sindicato participaram da atividade

O recado dado a Jair Bolsonaro foi claro: a política econômica do governo, que destrói a indústria brasileira, a educação, gera desemprego e entrega o patrimônio nacional ao capital estrangeiro, não será tolerada.

Na manhã desta segunda-feira, 3 de fevereiro, a CUT, centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais ocuparam a Av. Paulista, em São Paulo, para realizar uma manifestação em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que recebia Bolsonaro para um almoço com Paulo Skaf, presidente da entidade.

O início do protesto ocorreu às 9h do Vão Livre do Masp. Mesmo com a forte chuva, diversas categorias de trabalhadores, entre elas a categoria química do ABC, estudantes e movimentos sociais permaneceram concentrados para sair em caminhada até à frente da Fiesp.

As centrais denunciaram o sucateamento e apresentaram um documento com propostas para a retomada da atividade industrial no Brasil, prejudicada pelas políticas econômicas da dupla Bolsonaro e Paulo Guedes, ministro da Economia, que têm resultado no fechamento de empresas, entre elas a Ford, que recentemente encerrou as atividades em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Apresentado à imprensa durante o ato, o documento “Ações para uma indústria capaz de alicerçar o desenvolvimento brasileiro”, denuncia o enfraquecimento do setor e a falta de investimentos em tecnologia e formação profissional para alavancar a produção, gerar mais empregos e contribuir com a retomada do crescimento econômico.

O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, alertou para o cenário econômico atual em que a indústria não é prioridade. “Esse ato é um repúdio à presença de Bolsonaro em São Paulo, um estado que sofre muito com a desindustrialização. Todo santo dia tem empresa fechando. Não tem governo mais entreguista e anti-indústria que esse”. Ele citou o ‘desprezo’ de Bolsonaro com o fechamento da Ford no ABC. “Nós até fomos falar com o governo. Bolsonaro ia para os Estados Unidos e nós dissemos a ele que conversasse com a matriz da Ford, mas ele disse que não tinha agenda. Mas para visitar a CIA (Serviço de Inteligência dos EUA) ele teve tempo”.

Agenda de Lutas

No protesto, as lideranças destacaram que Bolsonaro e Guedes “querem entregar as estatais como Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Federal e outras que são instrumentos de desenvolvimento para o país, além de entregar as riquezas, como a Amazônia e sucatear o serviço público”. Por isso a próxima agenda de lutas, é o dia 14 de fevereiro, data em que serão feitas panfletagens e diálogo com a população em postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o Brasil, para alertar e denunciar o caos vivido pelo INSS.

Outras datas anunciadas são: 8 de Março – Dia Internacional da Mulher;  18 de março, data em que as centrais e estudantes voltam às ruas em defesa do emprego, da educação, por democracia e direitos e o 1° de Maio unificado, com atos conjuntos das centrais em todo o país.

 

 

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