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Químicos do ABC levam apoio e solidariedade à greve dos petroleiros

Lideranças do Sindicato estiveram na manhã desta quarta-feira, 19, na porta da refinaria de Capuava, em Mauá

Lideranças do Sindicato dos Químicos do ABC levaram a solidariedade da categoria química aos petroleiros na manhã desta quarta-feira 19, na porta da refinaria de Capuava, em Mauá. Eles estão há 19 dias em greve em defesa dos empregos, dos direitos e da soberania nacional.

Iniciada em 1º de fevereiro, a greve continua ganhando força e muita solidariedade da sociedade organizada.

São 118 unidades mobilizadas, entre elas 57 plataformas, 24 terminais e todo o parque de refino da empresa: 11 refinarias, SIX (usina de xisto), Lubnor (Lubrificantes do Nordeste), AIG (Guamaré).

O estopim da greve foi o descumprimento por parte da diretoria da Petrobras, do Acordo Coletivo de Trabalho, firmado em novembro passado. Neste acordo fica proibida a demissão em massa, em qualquer empresa ligada à Petrobras, sem discussão prévia com as entidades sindicais.  Porém, em janeiro a ANSA (Araucária Nitrogenados) empresa de propriedade da Petrobras, anunciou a demissão de 1000 trabalhadores na Fábrica de Fertilizantes (Fafen-PR).

O movimento grevista defende preços mais justos para os combustíveis, e a defesa da soberania do país sobre o petróleo. Com ações de conscientização, sindicatos de petroleiros realizam a venda de botijões de gás à população a R$ 40,00, o preço real do produto se não houvesse a atual política de preço dos combustíveis.

Ocupação

No edifício sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Negociação da FUP já está há 19 dias ocupando uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a gestão, na busca do atendimento das reivindicações da categoria.

Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, a Vigília Resistência Petroleira vem arregimentando apoios e participação ativa de diversas outras categorias, organizações populares, estudantes e movimentos sociais, na construção de uma ampla frente de luta em defesa da Petrobras e contra as privatizações.  

Em Araucária, petroleiros e petroquímicos da Fafen-PR e suas famílias seguem acampados há quase um mês em frente à fábrica, resistindo ao fechamento da unidade e lutando para reverter as demissões anunciadas pela Petrobras e que já tiveram início no último dia 14.

Criminalização da greve

Na segunda-feira, 17, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra, em julgamento individual, decretou ilegal o movimento grevista. Na avaliação dos grevistas, Gandra decidiu isoladamente porque teme que uma  decisão colegiada do TST na Seção de Dissídio Coletivo (SDC), marcada para o dia 09 de março próximo, entenda a greve como legitima.

Os sindicatos decidiram manter a greve mesmo depois da decisão autoritária de Ives Gandra, reafirmando a necessidade de negociação recusada pela empresa e o cumprimento do Acordo Coletivo.

 

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