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Sindicatos precisam ter mais ações em defesa dos direitos LGBTQIA+ no mundo do trabalho

Em webinário internacional, secretaria de Políticas Sociais do Sindicato propõe mais engajamento das entidades sindicais sobre o tema

O secretário de Políticas Sociais do Sindicato dos Químicos do ABC, Jansen Nunes Rosa,  participou na manhã desta quinta-feira, 5 de agosto, de um webinário organizado pelo ILAB-EUA sobre a promoção de direitos LGBTQI + no mundo do trabalho. ILAB é a sigla em inglês para a Secretaria de Assuntos Internacionais do Trabalho do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Jansen foi indicado pela federação internacional ICM para apresentar a situação brasileira no webinário após a entidade conhecer o projeto de formação sobre os Direitos LGBTQIA+ que está sendo desenvolvido pelas secretarias de Formação e de Políticas Públicas do nosso Sindicato.

Participaram do webinário representantes de sindicatos da África do Sul, Brasil e Turquia, além de sindicatos e federações globais, a equipe do ILAB e funcionários do governo dos EUA que promovem os direitos trabalhistas internacionalmente.

 

Quebrar paradigmas

 

Em sua apresentação, Jansen fez um histórico dos avanços e retrocessos envolvendo a população LGBTQIA+ no mercado de trabalho a partir de 2000, destacando a não incorporação efetiva dos sindicatos brasileiros nas lutas e ações contra a discriminação das trabalhadoras e trabalhadores LGBTQIA+ nos locais de trabalho.

A troca de experiências e informações do webinário mostrou que a queixa de Jansen ultrapassa as fronteiras. As apresentações dos representantes da Turquia (Gulfer Karatas-TGS) e da África do Sul (Gertude Mtswen- COSATU) mostraram dificuldades similares.  

“Me senti honrado por estar participando dessa atividade do governo dos EUA e de ter a oportunidade de estreitar laços e conhecer a realidade de outros países, como a Turquia e África de Sul, que enfrentam também muitas dificuldades na relação sindicato e população  LGBTQIA+”, comentou Jansen.

O secretário também reforçou a necessidade de quebrar paradigmas dentro das entidades sindicais. “Estamos defendendo dentro da direção do Sindicato ações envolvendo a população LGBTQIA+, como qualificação profissional, direito de emprego e ratificar a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da equidade de gênero, além das pautas de direitos na Convenção Coletiva e local de trabalho”, completou.

 

Curso de Formação

 

O primeiro passo já está sendo dado. A Secretaria de Políticas Sociais do Sindicato em parceria com a Secretaria de Formação irá desenvolver o curso Identidade de Gênero e Diversidade Sexual nas Relações do Trabalho em outubro próximo.

Serão três módulos, abordando 1. Os Direitos da População  LGBTQIA+; 2. LGBTs, Mundo do Trabalho e Ação Sindical; e 3. Políticas Públicas e Perspectivas Futuras.

Em breve mais informações no site e redes sociais do Sindicato.

 

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