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Valorização da VIDA: saber, agir e prevenir o suicídio

Especialista alerta para risco de aumento de problemas de saúde mental no período pós-pandemia

Da Comsat Químicos ABC

O período pós-pandemia de Covid-19 poderá revelar um aumento dos problemas de saúde mental da população e, consequentemente, do número de mortes por suicídio no País. O alerta é da diretora da Associação Brasileira de Estudo e Prevenção do Suicídio (Abeps), Soraya Carvalho, em debate promovido pela comissão especial da Câmara dos Deputados que acompanha o enfrentamento do novo coronavírus.

Segundo Carvalho, características da pandemia, como o isolamento social, o excesso de notícias sobre a doença – incluindo as falsas – a alta letalidade do vírus e a facilidade de contágio, reúnem elementos para provocar nas pessoas as três principais causas do suicídio: desespero, desamparo e desesperança. “O suicídio é um ato radical, uma resposta ao real, uma saída pra dor de existir. Quando a pessoa diz que não há mais esperança, o risco de suicídio é maior.”

"O Setembro Amarelo é importantíssimo. O governo acende as luzes do Cristo Redentor, do elevador Lacerda e está dizendo que o suicídio precisa ser tratado, mas precisa oferecer atendimento e tratamento”, disse ela, citando a campanha de prevenção ao suicídio no mês de setembro. Carvalho destacou os benefícios de atendimentos individuais online ou por telefone, disponíveis 24 horas por dia, com psicólogos e psiquiatras avaliando riscos e criticou a falta de um plano nacional para tratar do problema.

“O suicídio causa 1 milhão de mortes por ano no mundo , o que significa uma a cada 40 segundos”, disse. No Brasil, segundo ela, são 12 mil mortes por ano: 1 a cada 35 minutos. De acordo com Carvalho, entretanto, o dado mais alarmante vem de um estudo da Universidade federal de São Paulo: o suicídio no Brasil é a terceira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

Entendendo o suicídio - Saber, agir e prevenir

O suicídio é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido! Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento(a) se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la.

Sinais de alerta - Prevenção do suicídio

Os sinais de alerta descritos abaixo não devem ser considerados isoladamente. Não há uma “receita” para detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência suicida. Entretanto, um indivíduo em sofrimento pode dar certos sinais, que devem chamar a atenção de seus familiares e amigos próximos, sobretudo se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo

Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança

As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos

Expressão de ideias ou de intenções suicidas

Fiquem atentos para os comentários abaixo. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes são ignorados:
"Vou desaparecer.”
“Vou deixar vocês em paz.”
“Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
“É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”

Isolamento

As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer.

Outros fatores

Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta para o suicídio.

Fiquem atentos a Frases de alertas

Prevenção do suicídio.

1-Eu preferia estar morto. 

2-Eu não posso fazer nada.

3-Eu não aguento mais .  

4-Eu sou um perdedor e um peso pros outros.

5-Os outros vão ser mais felizes sem mim.

Pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida podem ser insuportáveis e pode ser muito difícil saber o que fazer e como superar esses sentimentos, mas existe ajuda disponível. É muito importante conversar com alguém que você confie. Não hesite em pedir ajuda, você pode precisar de alguém que te acompanhe e te auxilie. Procuro profissionais pra te auxiliar e te ajudar nesse momento tão difícil.

Fonte: Agência Câmara de Notícias e Ministério da Saúde

 

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