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VIDA EM PRIMEIRO LUGAR foi o tema do Grito dos Excluídos deste ano

Edição deste ano teve atos virtuais e presenciais, devido à pandemia

 

O 7 de Setembro de 2020 foi marcado por múltiplos atos em alusão ao Grito dos Excluídos, com manifestações em diferentes localidades e regiões. Diante da pandemia e da necessidade de garantir o isolamento social, a tradicional mobilização precisou se reinventar, com uma ampla oferta também de atos virtuais pelo país, além dos protestos presenciais.  Em São Paulo, os militantes foram às ruas para marcar a data.

Este ano, a mobilização fez sua 26ª edição e trouxe o tema "Vida em Primeiro Lugar" e o lema "Este sistema não vale: lutamos por justiça, direitos e liberdade". A mobilização popular tem relação com o tema da campanha da fraternidade da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

Durante a atividade na capital paulista, os manifestantes ergueram cartazes com imagens de carteiras de trabalho, maquetes com casas para demonstrar a luta por moradia, cruzes com nomes de vítimas pela Covid-19 e, ao final, soltaram balões em homenagem às 126.736 pessoas mortas por coronavírus confirmadas até as 13h desta segunda-feira (7), de acordo com levantamento do consórcio de veículos de imprensa, a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

“Estamos nas ruas para denunciar a destruição dos direitos, da democracia, das políticas sociais promovida por Bolsonaro, esse genocida, fascista, que ataca recursos naturais e direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. E que tem parceiros nessas ações como o Doria, que quer tirar mais de R$ 1 bilhão das universidades, atacando o avanço das pesquisas e da educação. Este grito é contra a privatização promovida por Doria e por Bolsonaro e contra políticas que dialogam com a morte”, defendeu o coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP) Raimundo Bonfim.

Com a participação de movimentos sociais, CUT e sindicatos que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, durante o ato também foram destacadas as lutas das mulheres, dos povos indígenas e quilombolas, da população em situação de rua, da população negra, dos sem-terra, das pessoas encarceradas, dos sem-teto, dos atingidos por barragens, entre outros. 

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(com informações e imagens do Brasil de Fato e CUT-SP)

 

 

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