Governo Lula proíbe bets no Brasil para enfrentar o vício em apostas, o endividamento e os impactos na saúde das famílias
As bets entraram na rotina de milhões de brasileiros, mas o que parecia apenas uma diversão passou a trazer problemas sérios para muitas famílias. O vício em apostas pode levar ao endividamento, à ansiedade, à depressão e até ao afastamento do trabalho.
Diante do avanço desse problema, o governo Lula, de forma corajosa, publicou uma Medida Provisória que proíbe as bets e também a publicidade dessas plataformas em todo o país.
A medida é importante também do ponto de vista da saúde pública. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em parceria com a Umane, estima que os problemas relacionados às apostas geram R$ 30,6 bilhões por ano em custos para a saúde.
O vício em jogos (ludopatia) e o endividamento severo operam de forma parecida com a dependência química.
Os pedidos de afastamento médico nas empresas e a busca por atendimento na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS por dependência em jogos de azar registraram um crescimento de 140% nos últimos anos.
Para o secretário de Saúde, Trabalho e Meio Ambiente do Sindicato dos Químicos do ABC, Paulo Sérgio de Lima, o problema não pode ser tratado apenas como uma questão financeira.
“Quando o jogo começa a comprometer a saúde, o salário e a vida da família, deixa de ser apenas um problema individual. É uma questão de saúde pública. Precisamos proteger as pessoas e garantir atendimento para quem já está enfrentando a dependência.”
Proteção para quem trabalha
O dinheiro que vai para as apostas pode fazer falta para o aluguel, a alimentação e outras necessidades da família. O endividamento também pode aumentar o sofrimento psicológico e trazer consequências para a vida profissional.
Por isso, a defesa da saúde também passa pela proteção da renda e da qualidade de vida das trabalhadoras e dos trabalhadores.
A proibição das bets é um passo para reduzir os danos, mas o desafio continua: é preciso combater as plataformas ilegais, informar a população e ampliar o atendimento pelo SUS para quem já desenvolveu dependência.
Saúde, salário e o bem-estar da família não podem virar aposta.