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Greve na Vitopel/Oben: Justiça do Trabalho garante direitos e respeito

Escrito por: Redação
28/08/2025 às 19h22
Greve na Vitopel/Oben: Justiça do Trabalho garante direitos e respeito

No dia 26 de agosto, após audiência de conciliação sobre a greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Vitopel/Oben iniciada no dia anterior, a Justiça do Trabalho reconheceu a legitimidade da paralisação e determinou que não houvesse desconto dos dias parados, além de estabelecer garantias importantes. Entre as conquistas asseguradas estão:

  • Pagamento de abono de um salário;
  • 6 meses de convênio médico;
  • 4 meses de convênio farmácia;
  • Vale-alimentação até dezembro;
  • Compromisso de que novas demissões só ocorrerão com anuência do Sindicato.

Para entender a mobilização

Os trabalhadores e trabalhadoras da unidade da empresa em Mauá – recentemente adquirida pela multinacional peruana Oben Group – decidiram pela greve após a demissão arbitrária de cerca de 50 empregados, em descumprimento da nossa Convenção Coletiva, que prevê negociação prévia com o Sindicato em casos de demissão em massa.

A paralisação foi aprovada em assembleia como resposta imediata ao ataque da empresa, que surpreendeu a todos, inclusive ao Sindicato, que vinha conduzindo negociações sem qualquer indicativo de cortes.

Marcio Barone

Marcio Barone

O impacto do “tarifaço” de Trump

A Oben alegou que as demissões foram motivadas pela retração do mercado interno e pelo “tarifaço” imposto pelo governo dos EUA, medida que reduziu em 25% as exportações de filmes plásticos brasileiros.

Esse impacto externo, somado a cortes internos, foi usado pela empresa como justificativa para as demissão.

Para o Sindicato, essa medida internacional não pode servir de desculpa para descumprir a Convenção Coletiva e desrespeitar famílias que dependem do emprego.

Para o coordenador da Regional Santo André do Sindicato, Marcio Barone, a mobilização mostrou a força da categoria:

“Seguimos firmes desde o primeiro dia porque sabíamos da injustiça cometida. Essa decisão da Justiça do Trabalho prova que a unidade dos trabalhadores, junto ao Sindicato, é o que garante respeito e conquistas”, disse.

Vitopel/Oben

Joel Santana de Souza

A luta continua
O diretor Joel Santana de Souza, que agora é também coordenador da Fetquim, acompanhou toda a mobilização e reforçou que, apesar das conquistas, a luta não termina aqui.

“É preciso permanecer mobilizado para que situações como essa não voltem a se repetir. A Oben precisa respeitar a legislação trabalhista, a Convenção Coletiva e, acima de tudo, cada trabalhador e trabalhadora”, pontuou.

Sindicato dos Químicos do ABC
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