Política tem tudo a ver com a nossa vida. Com o salário que recebemos, o tempo que temos para cuidar dos filhos, o acesso à saúde, à educação, à aposentadoria e, principalmente, com os direitos que conquistamos e aqueles que ainda precisamos conquistar.
Foi com essa provocação que as Mulheres Químicas do ABC se reuniram no sábado (29), em Rio Grande da Serra, para falar sobre a importância do voto feminino.
Promovido pela Comissão de Mulheres Químicas do ABC, vinculada à Secretaria de Formação do Sindicato, o Encontro das Mulheres Químicas do ABC reuniu trabalhadoras para um dia de conversa, reflexão e também lazer.

Edilene, José Evandro e Danielle Francp na mesa de abertura do Encontro
Na abertura, o presidente do Sindicato, José Evandro Alves da Silva, lembrou que as mulheres já representam cerca de 33% da categoria, aproximadamente 10 mil trabalhadoras, e reforçou o compromisso de ampliar a participação delas na vida sindical. “Espero que cada uma de vocês possa ser a voz do Sindicato”, afirmou.
A importância das políticas públicas para a mulher
A vereadora Ana Nice, de São Bernardo do Campo, foi convidada para conduzir o debate. Ao contar sua própria história, ela mostrou na prática como as políticas públicas podem abrir ou fechar caminhos para a classe trabalhadora.
Falou de uma época em que estudar era muito mais difícil para os filhos dos trabalhadores e comparou com programas que hoje ajudam crianças e jovens a permanecer na escola, chegar à universidade e construir novas perspectivas.

Vereadora Ana Nice – PT – SBC
A escolha certa nas urnas
Mas direitos não são eternos. Podem avançar ou retroceder dependendo das escolhas que fazemos nas urnas. Igualdade salarial, proteção às mulheres vítimas de violência, fortalecimento do SUS, acesso à educação, programas de permanência estudantil e políticas de inclusão são exemplos de decisões que passam pela política. Por isso, não basta votar: é preciso conhecer propostas, acompanhar mandatos e saber quem está comprometido com a vida real da população trabalhadora.
O debate também colocou em pauta uma luta que interessa diretamente às trabalhadoras: a redução da jornada e o fim da escala 6×1. Para quem enfrenta a dupla ou até tripla jornada, trabalhar menos significa também ter mais tempo para viver, estudar, cuidar dos filhos e de si mesma.
E isso exige escolher representantes que defendam a ampliação de direitos — e não projetos que colocam a conta das crises sempre nas costas de quem trabalha.

A voz das mulheres
As participantes também entraram na conversa, trazendo dúvidas, opiniões e experiências. Uma delas lembrou que cada eleitor tem um voto, mas quem é eleito passa a ter a responsabilidade de decidir os rumos das políticas públicas. A mensagem que ficou foi direta: não existe neutralidade quando estão em jogo nossos direitos. É preciso participar, discutir política e escolher quem defende uma sociedade com mais direitos, igualdade e oportunidades para todos.

Mulheres da Associação dos Aposentados Químicos do ABC presentes
E depois de falar sério, veio a parte boa: as trabalhadoras receberam brindes e aproveitaram a tarde de sol na chácara, junto com seus filhos.
O Sindicato garantiu novamente espaço de acolhimento para as crianças, com monitores e acompanhamento permanente na piscina infantil.
Um encontro que mostrou que organização, participação e luta também se constroem com diálogo, convivência e união.
