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28 de Abril: luto pelos mortos! Luta pela vida!

Escrito por: Redação
29/04/2026 às 14h39
28 de Abril: luto pelos mortos! Luta pela vida!

Por José Evandro Alves da Silva

Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) proclamou o dia 28 de abril como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho (SST). No Brasil, a Lei 11.121, de 25 de maio de 2005, instituiu o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, celebrado anualmente em 28 de abril, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a prevenção de acidentes e doenças relacionados ao trabalho.

A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) foi elevada a princípio e direito fundamental pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2022, garantindo que ambientes seguros e saudáveis sejam essenciais à dignidade humana. Isso obriga as empresas a focarem na prevenção de riscos físicos e mentais, indo além da simples conformidade legal para evitar acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Ao longo de sua história, o Sindicato dos Químicos do ABC lutou pela vida e pela saúde dos trabalhadores da categoria. Primeiro, contra a contaminação pelo chumbo na Ferronamel. Denúncias de contaminação por benzeno também levaram o Sindicato às Indústrias Matarazzo, em São Caetano, onde havia muitos trabalhadores com leucopenia (redução da quantidade de glóbulos brancos no sangue) devido à exposição ao produto na fabricação do agrotóxico hexabenzeno de cloro, mais conhecido como BHC. Depois, contra a contaminação por mercúrio na ex-Eletrocloro (depois, Solvay e, agora, Unipar), entre outras. Ou seja, uma luta contra a morte lenta no trabalho.

E também lutamos contra os acidentes industriais em larga escala, como as explosões de caldeiras e de vasos de pressão, que resultaram em muitas mortes em nossa categoria. E contra as mutilações em máquinas injetoras de plásticos. Depois de mais de uma década de luta contra as Lesões por Esforço Repetitivo (LER) nas indústrias farmacêuticas, de cosméticos e de plásticos, entre outras, atualmente nos defrontamos com um novo desafio, não menos nocivo nem mortal: o sofrimento e o adoecimento mental, que geram depressão, prostração e suicídios. E também com o calor excessivo causado pelas mudanças climáticas, que se agrava em atividades expostas ao sol ou próximas a máquinas injetoras, caldeiras de geração de vapor, plantas eletrolíticas e outras.

A luta pela saúde e segurança na indústria química é permanente e desafiadora, responsabilidade de empregadores, governos e sindicatos, que beneficia o trabalhador e sua família, as comunidades ao redor das empresas, as próprias empresas e a economia do país. Por isso, neste 28 de abril de 2026, o Sindicato dos Químicos do ABC lembra seus mortos e seus lesionados e reitera seu compromisso com a luta por ambientes de trabalho seguros e saudáveis e por uma indústria química sustentável.

 José Evandro Alves da Silva é presidente do

Sindicato dos Químicos do ABC

Sindicato dos Químicos do ABC
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