Por José Evandro Alves da Silva
O líder mais expressivo da extrema-direita mundial, Donald Trump, está levando o mundo a uma terceira guerra mundial. Influenciado pelo extremista israelense Benjamin Netanyahu, o presidente dos EUA traiu seus eleitores e entrou em uma guerra que nada tem a ver com os interesses diretos do povo americano nem com sua promessa “América em primeiro lugar”. Apenas nos primeiros seis dias de guerra, o contribuinte americano pagou 11,3 bilhões de dólares, cerca de 60 bilhões de Reais. E já estamos na terceira semana!
É muito dinheiro para um país que luta contra o aumento da inflação, gerado, inclusive, pela arrogância de Trump ao taxar com tarifas exorbitantes os principais fornecedores de matérias-primas do país, incluindo o Brasil. Perdeu na Justiça, foi obrigado a revogar as absurdas tarifas de importação e agora enfrenta a resistência do Congresso em aprovar uma guerra sem sentido, que pode ter sido motivada por interesses eleitorais.
Como no Brasil da família Bolsonaro, a extrema-direita age apenas para proteger seus próprios interesses: autoritarismo, ameaças constantes à democracia e, por trás do pano, enriquecimento da família e de seus comparsas. Em Israel, colonos de extrema-direita se aproveitam para roubar a terra de agricultores palestinos. Depois de destruir a Faixa de Gaza, Trump lidera um empreendimento imobiliário que pode torná-lo ainda mais rico.
O que move a extrema-direita é o próprio enriquecimento. Nenhum interesse social, nenhum compromisso com a nação. O governo de Trump é formado pelos homens mais ricos do mundo, que querem apenas garantir que não haverá obstáculos à sua ganância doentia e aos seus objetivos de construir impérios e enriquecer sem limites.
Nós, mortais cristãos que vivemos do nosso honesto trabalho, devemos rejeitar essa ambição sem limites, esse império da riqueza ostensiva, da ostentação construída sobre a mentira, a corrupção e a exploração dos mais fracos e oprimidos. Contra Trump, contra a família Bolsonaro, contra o fraco e servil governador Tarcísio de Freitas, devemos reconhecer e valorizar quem somos: o povo honesto e trabalhador que constrói esse país, em irmandade e solidariedade.
Por José Evandro Alves da Silva, presidente do Sindicato dos Químicos do ABC