Por José Evandro Alves da Silva
Vergonha! E não me refiro ao frustrante futebol do Brasil no jogo contra o Marrocos, como se expressaram muitos comentaristas esportistas. Me refiro a expulsão do melhor arbitro do continente africano, o somali Omar Abdulkadir Artan, cujo país está na lista de proibição migratória dos EUA. Me refiro ao impedimento, sem direito ao VAR, de todo o time do Iran de hospedar-se nos Estados Unidos durante o torneio. Me refiro aos preços excessivamente abusivos – verdadeiras penalidades! – dos ingressos dos jogos. Nunca, em nenhuma Copa, se há visto tantas arbitrariedades contra alguns adversários, sem que haja um arbitro honesto para decidir.
O espírito esportivo e a competição saudável foram jogados no lixo pelo governo populista e de extrema-direita dos Estados Unidos. Nem na Copa do Mundo de 1978 na Argentina do sanguinário ditador Jorge Rafael Videla, ou mesmo na Copa do Qatar de 2022, com seu sistema de trabalho análogo a escravidão, o “kafala”, houve tanta discriminação e interferência do governo nos jogos. Nunca!
Donald Trump, o herói da família Bolsonaro e do governador Tarciso, o fraco, é o responsável por todas essas “vergonhas”. Populista de direita, incapaz de entregar o que prometeu aos seus eleitores (fazer a América grande novamente), Trump simplesmente descamba para o populismo barato, aquilo que os americanos chamavam de “república de bananas” quando se referiam a ditadores e populistas latino-americanos. O mundo dá voltas. Atualmente, os Estados Unidos podem ser chamados de “republica de bananas” com seu ridículo presidente de extrema-direita.
Atualmente, liderado por Lula e outras potencias emergentes como a China, a Índia e o Paquistão, o sul global aumenta sua parcela na economia mundial e retira milhões de pessoas da pobreza, diversifica o comercio internacional com inovações e novas empresas liderando em diferentes segmentos econômicos. A resposta dos EUA, um império em declínio, é atacar os concorrentes com tarifas exorbitantes, lançar bombas sobre instalações energéticas ou simplesmente interferir em eventos esportivos de grande visibilidade, como é a Copa do Mundo. Uma grande vergonha!
José Evandro Alves da Silva é presidente do Sindicato dos Químicos do ABC