Por José Evandro Alves da Silva

Esquerda e direita têm receitas distintas para promover o crescimento econômico. Lula lidera um governo democrático de centro-esquerda no Brasil. O presidente da Argentina, Javier Milei, lidera um governo de extrema-direita, adorado pelo bolsonarismo fanático.
Com o excelente trabalho do ministro Haddad, o Brasil passa pelo seu melhor momento econômico dos últimos 40 anos: emprego pleno e inflação em baixa; crescimento moderado, mas contínuo; contas públicas em dia, apesar dos juros altíssimos do Banco Central; exportações aumentando; menos impostos com a reforma tributária aprovada em 2023; perspectivas de crescimento com a aprovação do acordo do Mercosul com a União Europeia; isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais por mês, compensada pela taxação dos supermilionários.
Na Argentina do direitista Milei, é todo o contrário, e quem paga a conta é o trabalhador: férias picadas, com data definida pelo patrão; período de experiência com salário mais baixo passa de três meses para até 1 ano; jornada de trabalho de até 12 horas diárias, sem pagamento de hora extra; verbas rescisórias da demissão limitadas a três salários, podendo ser pagas em até 12 vezes; diminuição do salário em caso de doença ou acidente de trabalho; diminuição da proteção do trabalhador pelo seu sindicato.
Lula transfere renda da classe A para as classes B, C e D. Com maior poder de compra, a maioria da população consome mais e melhora a condição de vida de todos. A economia cresce, a produção industrial aumenta, a arrecadação do governo melhora e o país avança de forma sustentada. Essa é a receita de Lula, isso é um governo de “esquerda”.
Já a “direita”, tão em moda, aumenta a pobreza e o sofrimento do povo para dar mais dinheiro aos bancos e aos bilionários. Como somos todos trabalhadores, devemos rechaçar os candidatos da direita, “inimigos do povo”. Simples assim.
Se quiser, também posso sugerir pequenos ajustes de estilo para deixar o texto mais forte para jornal sindical, sem mudar a ideia original.
José Evandro Alves da Silva é presidente do Sindicato dos Químicos do ABC