Representantes dos sindicatos filiados se reuniram neste 01º de setembro, no auditório da FETQUIM, para discutirem e deliberarem a pauta da Campanha Salarial dos Químicos 2026. Houve também transmissão e participação online. Os pontos aprovados seguem agora para votação dos trabalhadores e trabalhadoras do setor químico em suas bases até o dia 20/09.
A economista do Dieese, Michael Aramaqui, abriu os trabalhos do dia apresentando números da conjuntura nacional incluindo PIB, juros, inflação, exportações e importações, empregabilidade, faturamento do ramo químico, mercado de trabalho geral e químico.
Chamou a atenção dos presentes o aumento geral das contratações químicas no Brasil (+10,1%) no comparativo de 2022 a 2025, e alta de 10,3% se considerado apenas o estado de São Paulo.
Os segmentos químicos que mais empregaram no país foram higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (+14,4%), seguido por plásticos (+12,1%), abrasivos (+11,8%), adubos e fertilizantes (+10,6%) e tintas e vernizes (+8,6%).

Se considerado apenas o estado de São Paulo há uma pequena variação no ranking, começando no topo de geração de novos empregos os abrasvos (+14,4%), seguidos por plásticos (13,4%), higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (+12,9%), medicamentos de uso veterinário (+12,8%) e tintas e vernizes (+8,1%).

Se levarmos em conta que nenhum empresário contrata sem a certeza de que cobrirá todas as despesas de contratação e ainda sim terá lucro há aqui um forte indicador de que o setor químico não anda tão mal como tenta convencer a patronal. Por isso vamos lutar por aumento real além da reposição da inflação (projetada em torno de 4,44%).
A data base dos químicos é 1º de novembro.
Assembleias nos sindicatos e fábricas
Agora os sindicatos filiados à FETQUIM realizarão suas assembleias com os trabalhadores e trabalhadoras do setor químico até o o dia 20/09.
A pauta aprovada pela base será entregue à patronal no dia 22/09/26, na sede da Fequimfar.
A assinatura do acordo está prevista para depois das eleições, no início de novembro. Por isso vamos mobilizar as fábricas e locais de trabalho na luta para garantir mais renda, democracia e a soberania nacional. O Brasil que vive atualmente sob a ameaça de grupos políticos que querem entregar nossas riquezas naturais, indústria e ativos nas mãos de estrangeiros.

Dirigentes do Sindicato dos Químicos do ABC participam da discussão no Auditório da Fetquim
Fonte: Fetquim