A delegação do Sindicato dos Químicos do ABC se somou a trabalhadores e trabalhadoras de todo o país em uma grande mobilização nacional neste dia 15 de abril, em Brasília.
Sindicatos filiados à CUT e às demais centrais sindicais foram às ruas para a Marcha da Classe Trabalhadora 2026. Na pauta de reivindicações, que foi entregue ao presidente Lula, aos presidentes da Câmara e do Senado e ao Judiciário, estão 63 itens, entre eles o fim da escala 6×1, sem redução salarial.
Mas, para que isso se torne realidade, é preciso que o Congresso Nacional aprove o Projeto de Lei enviado nessa terça-feira (14) pelo presidente da República sobre o tema.

O envio do projeto foi comemorado pelo presidente da CUT, Sergio Nobre, que, no entanto, pediu que a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras continue em defesa do fim da escala 6×1 e de outros direitos.
“Nós tivemos a felicidade do presidente Lula ter mandado ao Congresso Nacional o projeto que acaba com a escala 6×1 (…). São tantas pautas, mas todas elas dependem de muita luta e de muita mobilização. Estamos ocupando as ruas de Brasília para mostrar ao Congresso Nacional que a classe trabalhadora vai continuar lutando em prol dos nossos direitos”, disse durante a assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).
Integrando a delegação do Sindicato dos Químicos do ABC na mobilização, o presidente José Evandro destacou a importância da participação da categoria:
“Estar aqui em Brasília é fundamental para fortalecer a voz da classe trabalhadora. A nossa presença nas ruas mostra que não vamos abrir mão de direitos e que vamos seguir pressionando até que essas conquistas avancem no Congresso”, disse.

Luta das Mulheres Trabalhadoras
A redução da jornada é importante para toda a classe trabalhadora, mas, para as mulheres que têm dupla ou tripla jornada, o fim da escala 6×1 é ainda mais importante. Mas é preciso pressionar o Congresso, porque os empresários estão pressionando para jogar a votação para depois da eleição, para nunca aprovar, para não sofrer nas urnas as consequências de se posicionar contra a classe trabalhadora.
O fim da escala 6×1
O Projeto de Lei (PL) enviado pelo presidente Lula prevê o fim da escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1) e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.

Veja o que prevê o projeto de lei:
• Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
• Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
• Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
• Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
• Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais
• Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
• Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana
Com informações da CUT e da Presidência da República