Por José Evandro Alves da Silva
A carta-resposta do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ao senador Flávio Bolsonaro, não deixa dúvidas: Flávio, traidor vendido, ofereceu-se a entregar o Brasil de bandeja aos americanos caso venha a ganhar de Lula nas próximas eleições de novembro.
Veja o que escreveu Rubio: “Senador, o governo dos Estados Unidos toma nota, com interesse, de sua generosa oferta de colocar à nossa disposição uma equipe de transição de governo caso o senhor seja eleito”. Em outras palavras, “o governo dos Estados Unidos agradece que o senhor vá dar o Brasil de bandeja para nós”.
Para quem não sabe, a transição de governo se dá entre quem perde e quem ganha a eleição, entre quem sai e quem está chegando. O objetivo é manter os serviços públicos em funcionamento, em benefício dos cidadãos e do país. Se passa tudo, inclusive as contas, os projetos, a situação das empresas e das Forças Armadas.
Além de abrir o jogo por meio dessa carta pública, o secretário americano ainda esnobou o traíra: “Os Estados Unidos vão manter as tarifas impostas aos produtos brasileiros, mesmo que o senhor seja eleito”. Se fosse norte-americano, Flavinho seria preso e enfrentaria a corte marcial.
Pior, esse sujeito quer ser presidente do Brasil para entregar-nos de bandeja aos Estados Unidos. Quer entregar o PIX, o sistema financeiro, as nossas empresas e os nossos empregos, aos americanos.
Gostaria de saber quem ainda apoia esse traidor? Tarcísio de Freitas, o medíocre governador de São Paulo? Os prefeitos, vereadores e deputados do PL aqui do ABC? Que venham, então, a público dizer se estão de acordo com essa trairagem e esse antipatriotismo da família Bolsonaro.
José Evandro Alves da Silva é presidente do Sindicato dos Químicos do ABC